Narrado por Anita
Enxugando as lágrimas com o dorso das mãos, respirei fundo e disse:
— Tem razão, vó. Não vou me desesperar. Ao contrário, vou procurar saber por meio de advogados quais direitos ele possa ter. Mas uma coisa é certa: vou lutar por ela. Ele não vai ficar com a minha filha, não vai! Chun-hee é minha! Yuri é um maldito torturador — vou contar o quanto ele era violento, o quanto me batia. Duvido que qualquer justiça, aqui ou em qualquer parte do mundo, dê a ele algum direito se souber quem ele realmente é!
— Sim, filha, faça isso imediatamente! — minha avó Bo-mi respondeu, firme. — Se precisar de dinheiro, posso te ajudar!
— Não, vó, não precisa. Obrigada, eu dou meu jeito por aqui mesmo.
— Como você é orgulhosa, Anita! Tal e qual seu pai! Ouça, filha, irei ao Brasil. Preciso te ajudar.
— Não vou aceitar seu dinheiro, vó, por favor, não insista!
— Já entendi, neta. Mas não estou falando de dinheiro agora, e sim de apoio. Sei que precisará disso, filha. Quero mostrar a Yu