O sol já começava a se esconder atrás das montanhas quando estacionamos em frente ao chalé. A luz dourada atravessava as árvores, lançando sombras compridas sobre a varanda. Era o tipo de fim de tarde que dava vontade de guardar num potinho.
Zeca desligou o motor e ficamos um segundo em silêncio, ainda dentro da caminhonete. Eu sentia minha pele arrepiar, mas não era por causa da brisa fria que começava a soprar — era ele. A maneira como o silêncio entre nós não era mais desconfortável, e sim