O som das batidas na porta me tirou de um dos meus raros sonhos bons — aquele em que eu tinha uma casa na praia, uma máquina de café que nunca acabava e nenhum homem carrancudo me dizendo o que fazer.
— Alice? — era a voz inconfundível de Dona Ge. — Tá acordada, menina?
— Agora tô — murmurei, me espreguiçando como um gato preguiçoso num domingo. Caminhei até a porta com os cabelos parecendo um ninho de pássaro rebelde.
Ao abrir, lá estava ela: de avental, chinelo e um brilho de missão no olhar.