Elara sentiu o frio na espinha crescer e se dispersar por todos os seus membros.
"Não é possível que isso esteja acontecendo… deve ser castigo."
Renato afastou-se da mesa, voltando para sua área de serviço.
Elara suspirou com firmeza. As mãos trêmulas ainda tentavam buscar algum apoio.
"Por que ele tinha de estar logo aqui?"
Ela encarou os outros funcionários. Cada um estava unido a outro, cochichando pelos cantos.
"Mas que droga!"
Seu peito subia e descia rapidamente, tomado pela ansiedade. A lembrança de Renato lhe veio à cabeça, mas não era do presente — era do passado, cinco anos atrás para ser mais precisa.
…
— Eu amo você, Elara. Vamos namorar? — ele estava de joelhos diante dela, com um embrulho de rosas vermelhas nos braços. Na outra mão, um anel simples.
O rosto dele trazia a expressão do jovem mais feliz de todos os tempos. Elara estava diante dele.
Ela exibia um sorriso tímido, fiel à sua maneira contida de se apresentar.
Braços unidos à frente do corpo, as mãos apertando o