“Kim Na-Ri”
Então esta é a tal da Ilha Grande. Grandes merdas, isso sim. Gente feia e com cara de pobre. Tão diferente da minha querida Seul. Tiro o lenço do meu bolso e seco o suor que teima em escorrer por minha testa. De-tes-to. Suor é coisa de gentinha.
— Vamos lá! Não quero ninguém se perdendo! Às 14 horas voltaremos para o navio. Não quero ninguém saindo debaixo dos meus olhos. Estamos entendidos?
Grito colocando ordem na zona. Esse bando de velhas deslumbradas e essas solteironas desesperadas me dão nos nervos. Espero que não bebam demais e que se comportem.
Olha! Um oásis no meio de toda essa confusão. Talvez eu consiga uma boa garrafa de água gelada para aplacar a minha sede e meu calor.
Entro no bistrô. O primeiro restaurante que vejo e que vai me salvar de pegar esse sol na minha cabeça. Droga! Mas a turminha da loira descabelada está aqui. Não vou entrar por esta porta não. Vou pelos fundos.
Sigo por trás do bistrô e pego um caminho de pedras. Até que é jeitosinho por aqui