O banheiro do bistrô fica do lado de fora, e se parece com uma acolhedora casinha azul em estilo colonial. É simples, mas bastante limpo e perfumado. Tem uma decoração rústica seguindo a linha do próprio bistrô. Próximo a ele, uma fonte com água corrente com alguns bancos de ferro pintados de branco espalhados próximo e brinquedos infantis, tudo conservado e colorido. O espaço está vazio agora, pois ainda é cedo, mas na hora do almoço deve ficar repleto de crianças.
Uso o banheiro, retoco o batom e quando coloco o pé do lado de fora, ouço meu nome ser chamado por uma voz masculina familiar.
— Marcinha?
Puta que me pariu. Meu corpo inteiro recebe uma descarga de mal estar. Fecho os olhos por dois segundos, puxo o ar para dentro dos pulmões e olho para a direita, de onde vem a maldita voz.
E vejo ninguém mais, ninguém menos que o abestalhado do Henrique. Eu congelo e não consigo sair do lugar. Merda.
Ele está magro e mal vestido. Seria facilmente confundido com um pedinte na rua. Como a