— Tá mais calma, Márcia? — Bete senta na canga ao meu lado enquanto Marta dá um mergulho no mar calmo da Ilha Grande.
— Estou sim, minha amiga. Foi um susto, foi traumático, mas acabou. Ele foi embora. Finalmente.
Bete olha para o mar, fica alguns segundos quieta e se vira para mim de novo.
— Você sentiu alguma coisa por ele? Algum resquício de qualquer sentimento afetivo por seu ex-noivo?
Balanço a cabeça para os lados.
— De jeito nenhum. Primeiro que ele está horroroso. Chega a dar desgosto. Segundo que o que eu senti foi asco. Terceiro que quem domina meus pensamentos a cada instante é o Park.
Ela abre um sorriso e os braços com ele.
— Minha querida! Estou tão feliz por você! Que bom que você ainda é do capitão Park. Fiquei com medo de que você pudesse balançar com esse encontro.
— Tá doida, mulher. Nunca! Como eu disse, o nosso relacionamento já estava acabado. O casamento marcado era mais uma questão de costume mesmo. Algo que eu fiz só para não ficar sozinha.
Bete concorda com a