— Jura mesmo?
Acenei que sim, freneticamente, com todo o amargor que sentia.
— Sim.. eu, eu preciso desligar mãe, não posso falar mais.
— Não faz isso filha.
— Eu ligo depois!
Desliguei. O celular quase caiu das minhas mãos. Era sempre assim.
A mesma dor de quando eu era adolescente e me escondia no canto da casa rezando para ele não me ver.
A mãe nunca acreditava. Ninguém acredita. Ele era o "bom vizinho" e eu era a menina rebelde, mentirosa, a que "procurava".
Sai do banhei