OLIVER:
Bato na porta da varanda com tanta força que o vidro vibra.
— porra!
Travo a mandíbula até sentir os dentes estalarem. Aquela garota é impossível.
Ofereço a mão e ela me cospe no rosto com uma história de ninar sobre vício da mãe. Ela não quer ajuda?
Pego o celular com as mãos ainda trêmulas de raiva. Nunca vi isso.
Alguém passar por um abuso evidente, ter a chance de justiça e preferir mentir para proteger o agressor ou para se proteger de uma verdade que ela não aguenta