Mundo de ficçãoIniciar sessãoAos 30 anos, três amigas negras, bonitas, independentes e bem-sucedidas percebem que a vida profissional está perfeita, mas a amorosa é um verdadeiro desastre. Desde a infância, Lizzy, Lisa e Elisabeth construíram uma amizade inabalável. Estudaram juntas, cresceram juntas e prometeram que enfrentariam tudo lado a lado. Depois de vários relacionamentos fracassados, Lizzy e Lisa tomam uma decisão completamente impulsiva, contratar maridos de aluguel. A ideia é simples, homens elegantes, educados e presentes, capazes de acompanhá-las em eventos familiares, viagens, jantares e até ajudá-las a redescobrir o amor sem a pressão de um relacionamento real. Mas Elisabeth, conhecida como Beth, é totalmente contra. Recém-saída de um noivado destruído por uma traição dolorosa, ela decidiu que homens seriam a última preocupação da sua vida. Do outro lado da cidade, três amigos e sócios comandam uma empresa inovadora especializada em maridos de aluguel. Maximiliano, conhecido como Max, é um loiro alto, reservado e extremamente sério. Daniel é um moreno de olhos verdes, simpático, paciente e naturalmente encantador. Igor é um ruivo bonito, musculoso e descontraído, que leva a vida com muito bom humor. Quando recebem a proposta das três amigas, os três decidem assumir pessoalmente o contrato. O que ninguém imaginava era que a convivência diária transformaria um simples acordo profissional em algo muito mais perigoso. Porque sentimentos não respeitam contratos.
Ler maisIgor e Beth O domingo continuava tranquilo. Depois dos encontros de Lizzy com Max e de Lisa com Daniel, era a vez de Beth. Diferente das amigas, ela não acordou ansiosa. Acordou apreensiva. Desde o fim do noivado, evitava qualquer situação que pudesse ser confundida com um encontro. Na sua mente, aquilo continuava sendo apenas uma etapa da experiência. Nada mais. Mesmo assim, ao olhar para o relógio e perceber que faltavam apenas duas horas para encontrar Igor, seu coração acelerou. Ela caminhou até o closet e ficou alguns minutos observando as roupas. Não queria parecer que havia se produzido para impressionar alguém. Escolheu uma calça de alfaiataria bege, uma blusa de seda verde-clara e um blazer branco. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo elegante e usou apenas um par de brincos discretos. Ao terminar, olhou-se no espelho. — É só uma conversa, Beth. Seu celular vibrou. Era uma mensagem de Igor. Igor: Boa tarde, Beth. Espero que esteja tendo um ótimo domingo.
O domingo amanheceu cheio de expectativas. Enquanto Lizzy se preparava para encontrar Max, Lisa já estava acordada desde cedo, incapaz de conter a própria animação. Diferente das amigas, ela nunca conseguiu esconder o que sentia. Quando estava feliz, sorria para o mundo inteiro. Quando estava nervosa, falava sem parar. E naquela manhã, ela estava fazendo as duas coisas. Em seu apartamento, abriu o guarda-roupa pela quinta vez. — Não é possível, Eu tenho tantas roupas e, mesmo assim, parece que não tenho nenhuma. Ela experimentou um vestido florido, depois um macacão bege e, por fim, uma calça jeans de cintura alta com uma blusa branca de mangas curtas. Olhou-se no espelho. — Melhor assim. Natural. Seu celular vibrou. Era Daniel. Daniel: Bom dia, Lisa, Espero que tenha dormido bem. Confirmando nosso encontro às 15h, Eu Pensei em um café com livraria, pois achei que seria um lugar tranquilo para conversarmos. Lisa sorriu imediatamente. Não era um restaurante caro. Nem
Max e Lizzy A manhã de sábado nasceu iluminada, com um céu azul e uma leve brisa anunciando um dia agradável. Enquanto a cidade despertava lentamente, Lizzy já estava acordada havia horas. Sentada na varanda do seu apartamento, uma caneca de café aquecia suas mãos, mas seus pensamentos estavam longe dali. Ela nunca imaginou que um simples encontro profissional pudesse ocupar tanto espaço em sua mente. Desde a reunião na empresa, uma imagem insistia em voltar. Os olhos azuis e atentos de Max. Ela balançou a cabeça e sorriu para si mesma. — Você está ficando maluca, Lizzy. Pegou o celular e tentou responder alguns e-mails, mas sua concentração desaparecia a cada poucos minutos. Seu telefone vibrou. Era uma mensagem de Lisa. Lisa: Dormiu pensando no Daniel? Lizzy sorriu. Lizzy: Eu deveria perguntar o mesmo. Lisa: Responde primeiro. Lizzy: Não. Lisa: Mentira. Lizzy: Não dormi pensando nele. Ela hesitou antes de completar. Lizzy: mas pensei um pouco no Max. A resposta
A sala de reuniões permanecia em silêncio. Os contratos ainda estavam sobre a mesa. As folhas preenchidas com os limites de cada participante haviam sido recolhidas por Helena Duarte, que agora analisava cada perfil com atenção. As três amigas estavam sentadas de um lado da mesa. Do outro, Max, Daniel e Igor aguardavam calmamente. Nenhum deles imaginava o que aconteceria nos próximos minutos. Helena fechou a pasta e sorriu. — Chegamos à etapa mais importante. Lisa endireitou a postura. — Qual? — A compatibilidade. Ela caminhou até um monitor instalado na parede. — Antes mesmo de conhecerem vocês, nossa equipe fez uma análise baseada nos formulários preenchidos. Lizzy franziu a testa. — Então já existe uma sugestão? — Sim. Beth cruzou os braços. — Sugestão, não obrigação. Helena assentiu. — Exatamente. Se alguém não se sentir confortável, faremos uma nova combinação. Aqui ninguém é forçado a nada. Beth respirou aliviada. Era exatamente o tipo de resposta que preci










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