A primeira chuva não veio do céu, veio do corpo. Isabella percebeu numa manhã em que acordou com o coração acelerado, não por medo, mas por um tipo novo de urgência. Sentiu uma tontura leve ao se levantar e precisou apoiar a mão na parede do corredor. Respirou fundo, esperou passar. Passou. Como tudo vinha passando, devagar, no tempo certo.
Na cozinha, Rafael já estava acordado, preparando a mesa do café da manhã, o rádio ligado baixo tocando uma moda antiga.
— Você tá pálida. — disse, sem ala