O dia avançou com tarefas simples. Rafael ajudou Tonico no curral, Isabella revisou contas e fez anotações no caderno velho de Seu Anselmo. Em um momento, encontrou uma folha solta com a letra firme do avô.
“Quem fica, cuida. Quem cuida, pertence.”
Ela fechou o caderno com cuidado, como quem guarda um conselho vivo.
No fim da tarde, Luan voltou para casa com o violão pendurado nas costas. Encontrou Isabella regando as plantas perto da varanda.
— Me chamaram pra tocar de novo. — disse, sem rodeios — Não só na festa. Em outras cidades.
Ela não se assustou. Apenas desligou a mangueira e o encarou.
— E você?
— Eu disse que pensaria. — respondeu — Mas só penso se for com você sabendo de tudo. Sem surpresa. Sem distância.
Isabella se aproximou, tocou o braço dele.
— A fazenda não vai te prender. — disse — Mas também não vai te perder.
Ele sorriu, aliviado.
— Então a gente vai ajustando. — disse — Um passo aqui, outro ali. Como sempre foi com você e a terra.
O sol começou a se pôr, espalhand