A conversa sobre o futuro começou sem cerimônia, como quase tudo entre eles. Sentados lado a lado na varanda, os pés balançando no ar, Rafael dedilhava o violão distraído, enquanto Isabella brincava com o anel no dedo, ainda se acostumando à presença dele ali — real, concreto, definitivo.
— A gente precisa falar sobre… — ela começou, rindo de si mesma.
— Tudo? — Rafael arriscou.
— Pelo menos o que vem antes do “felizes para sempre”. — respondeu, empurrando-o de leve com o ombro.
Ele riu.
— Certo. Preparativos.
A palavra pareceu grande demais para o espaço simples da varanda.
— Eu não quero nada grande. — Isabella disse logo — Não combina comigo. Nem com a gente.
— Eu também não. — Rafael concordou — Sempre achei estranho prometer amor pra cem pessoas quando só uma importa.
Ela sorriu, tocada.
— Pensei em algo aqui na fazenda. Talvez no pomar ou perto do celeiro velho.
— Debaixo da árvore. — ele disse sem hesitar.
Isabella levantou o rosto para ele.
— Eu ia dizer isso.
O silêncio que s