O sol nascia preguiçoso sobre os campos de trigo, dourando o horizonte. A fazenda parecia respirar em um ritmo novo — um compasso que misturava o som dos pássaros ao tilintar das ferramentas e ao riso leve que, há muito tempo, não ecoava por ali. Rafael estava novamente de botas sujas e camisa de algodão. As mãos, que por meses seguraram microfones e contratos, agora voltavam a tocar o que mais o conectava à vida: a terra. Mas, dessa vez, havia algo diferente. A cada movimento, ele sentia Isa p