O sol nascia preguiçoso sobre os campos de trigo, dourando o horizonte. A fazenda parecia respirar em um ritmo novo — um compasso que misturava o som dos pássaros ao tilintar das ferramentas e ao riso leve que, há muito tempo, não ecoava por ali. Rafael estava novamente de botas sujas e camisa de algodão. As mãos, que por meses seguraram microfones e contratos, agora voltavam a tocar o que mais o conectava à vida: a terra. Mas, dessa vez, havia algo diferente. A cada movimento, ele sentia Isa por perto.
Isabella, por sua vez, tentava agir como se tudo estivesse igual, mas o coração teimava em tropeçar no olhar dele. O reencontro havia sido forte, quase arrebatador — e agora, cada pequeno gesto parecia carregar o peso do que não foi dito. Seu Anselmo, observando de longe, sorria com aquele ar de quem sabia que o destino tinha seus próprios planos.
— O campo tem seus mistérios. — murmurou para si, apoiando-se na bengala — E o amor é um deles.
Naquela manhã, Rafael ajudava Isabella na c