O tempo passou devagar na fazenda depois da música de Rafael ecoar pelo rádio. Os dias se arrastavam, como se o vento também tivesse perdido o ânimo de soprar. Isabella tentava manter a rotina — o leite, as plantações, os animais —, mas o silêncio se tornava mais pesado a cada manhã.
Era o tipo de silêncio que não vinha da falta de som, e sim da ausência de alguém. Ela caminhava pelo campo e lembrava do riso de Rafael, da teimosia dele em domar o cavalo que todos temiam, da forma como ele canta