O amanhecer chegou tímido, como se a fazenda ainda se recuperasse da tormenta da noite anterior.
O cheiro de terra molhada dominava o ar, e o orvalho brilhava nas folhas das árvores como pequenas promessas. Isabella acordou com o som dos galos e o canto distante de um sabiá. A cabeça doía levemente — talvez pelo frio, talvez pela enxurrada de emoções que ainda não havia passado.
Por um instante, ficou deitada, revivendo cada detalhe da noite anterior: o desespero, a chuva, o toque de Rafael, o