O domingo chegou com um ritmo mais lento, como se a cidade também tivesse decidido respeitar o descanso daquela casa. A manhã entrou clara pela janela da sala, iluminando os brinquedos espalhados pelo tapete, o sofá ainda desarrumado da noite anterior e o cheiro de café que Isabella acabara de passar.
Clara brincava sentada no chão, empilhando bloquinhos coloridos com a concentração séria de quem constrói algo importante. Murmurava palavras soltas, inventadas, misturadas com sons que só ela entendia. Isabella observava de longe, apoiada no balcão da cozinha, sentindo um daqueles instantes simples que, sem aviso, se tornam preciosos.
Rafael apareceu vindo do quarto, ainda com o cabelo bagunçado, carregando o violão.
— Bom dia, minhas mulheres. — disse, beijando Isabella na testa antes de se sentar no chão ao lado da filha.
— Papai! — Clara sorriu, entregando um bloco a ele.
Rafael aceitou como se fosse um presente raro e começou a empilhar junto com ela, exagerando os gestos, fazendo c