O primeiro dia amanheceu sem cerimônia, como se a casa tivesse decidido não fazer alarde. A luz entrou pelas janelas amplas e encontrou Isabella acordada antes do despertador, deitada de lado, observando Clara dormir no colchão ainda cercado por caixas. O quarto era novo, mas o gesto era antigo — vigiar o sono da filha como quem confirma, todas as manhãs, que o mundo ainda está inteiro.
Levantou-se devagar. O chão frio sob os pés a trouxe de volta ao presente. Caminhou até a cozinha, abriu a ja