Clara aprendeu a sentar antes de aprender a falar. Sentava-se no tapete da sala com as pernas ainda desajeitadas, o equilíbrio frágil, mas o olhar atento, curioso, como se o mundo inteiro fosse uma coisa nova pedindo explicação. Isabella observava aquela descoberta com uma mistura de encanto e melancolia — porque cada avanço da filha era também um lembrete silencioso do tempo passando.
A casa estava aberta naquela manhã. Janelas escancaradas, cheiro de pão fresco vindo da cozinha, o som distant