O dia amanheceu com cheiro de chuva antiga, aquela que não cai mais, mas deixa no ar a promessa de alívio. A fazenda despertava em tons suaves, e Isabella percebeu que havia aprendido a ler esses sinais como quem aprende uma língua nova — a língua do tempo que passa sem pedir licença. Ela acordou com o coração inquieto, não era angústia, era expectativa. Rafael voltaria naquele dia.
Levantou-se com cuidado, sentindo Clara se mexer mais do que de costume, como se também soubesse que algo estava p