A casa reaprendeu a esperar. Não era um vazio desconfortável, mas um espaço atento, como quem mantém a porta entreaberta sabendo que alguém querido vai voltar. Isabella sentiu isso logo no primeiro entardecer sem Rafael. Os sons eram os mesmos — o rangido leve do assoalho, o vento batendo na janela da cozinha, o relógio antigo marcando as horas —, mas tudo parecia pedir mais cuidado.
Ela passou o dia entre pequenas tarefas. Organizou o armário do quarto de Clara, dobrou roupas minúsculas com um