Mundo de ficçãoIniciar sessãoElena Rossi
O carro avançava pela estrada estreita como um animal de metal obediente, cortando a manhã ainda coberta por uma névoa pálida. As árvores altas dos dois lados formavam um túnel verde-escuro, e a luz do sol filtrava-se em lâminas douradas sobre o capô. O mundo parecia calmo demais para o que acontecia dentro de mim.
Eu estava sentada ao lado de Damian, no território direto dele.
O banco de couro era macio, silencioso sob meus movimentos mínimos. O cinto atravessava meu peito como uma linha de contenção, lembrando-me que eu estava presa não apenas ao banco, mas à trajetória inteira que ele havia traçado para nós dois.
Ele dirigia com uma calma quase cruel.
Uma mão firme no volante. A outra repousando solta sobre a







