O calor foi a primeira coisa que senti. A lareira ainda soltava brasas preguiçosas, e o corpo de Ellie continuava colado ao meu como na noite anterior. Em algum momento da madrugada ela se virou, encaixando o rosto no meu pescoço, a perna sobre a minha.
E eu deixei.
Fingi que dormia. Fingi que não sentia.
Só que agora o sol começava a invadir pelas frestas da janela, e o silêncio da cabana parecia mais alto que nunca.
Ela se mexeu devagar, com aquele jeito preguiçoso de quem acorda sem pressa.