Quando Zara percebeu, os lábios de Orson já estavam sobre os dela.
Eles já haviam compartilhado muitos momentos íntimos antes, conheciam os corpos um do outro mais do que os seus próprios.
Mas, até aquele momento, nunca haviam trocado um beijo que parecia pertencer apenas aos amantes, um beijo que não tinha nada a ver com desejo.
Os movimentos de Orson eram suaves. Seus lábios tocaram a língua dela com gentileza, lambendo-a devagar, como se ele estivesse lidando com uma joia rara e frágil.