A cobertura continuava impecável.
Os móveis permaneciam no mesmo lugar, as obras de arte ainda decoravam as paredes.
Tudo era exatamente como Gustavo havia planejado anos antes e, pela primeira vez, ele percebeu que aquele lugar nunca tinha sido um lar. Era apenas uma casa bonita.
Na manhã de sábado, Maytê apareceu na sala carregando duas canecas de café e encontrou Gustavo parado diante da enorme janela de vidro.
— Pensando em alguma coisa?
— Em muitas coisas. — sorriu sem desviar o olhar.