Elisa Martins
Havia se passado mais alguns meses.
Eu contava os dias como quem conta feridas abertas. Duas semanas. Apenas duas semanas e o contrato acabaria. Duas semanas e, teoricamente, eu estaria livre.
Livre deles.
Livre daquela casa.
Livre daquele mundo.
Ou pelo menos era o que eu dizia para mim mesma todas as noites, antes de dormir.
Mas a verdade era cruel demais para ser ignorada: eu não queria ser livre de Alex.
Todos os dias eu me perguntava, como um castigo silencioso, se ele me ped