Elisa Martins
As palavras da minha filha ainda ecoavam dentro de mim.
Fortes.
Dolorosas.
Necessárias.
Era como se cada frase tivesse atravessado meu peito, arrancado minhas desculpas, desmontado minhas fugas… e me deixado nua diante da verdade.
Eu estava errada.
Não por sentir.
Não por estar ferida.
Mas por estar parada.
Paralisada.
Afundando… enquanto o homem que sempre me amou estava ali, quebrado, sozinho, esperando por mim.
Aurora saiu do quarto sem olhar para trás.
E eu fiquei ali.
Sentada