Elisa Martins
As duas semanas que se seguiram foram um lento e calculado castigo.
Cézar fazia questão de estar presente. Sempre. Nos corredores, na sala, à mesa do café. Ele não precisava tocar em mim para me ferir — o olhar bastava. Um olhar que dizia você não pertence a lugar nenhum. Um olhar que me lembrava, a cada segundo, que eu era um objeto prestes a perder a validade.
Alex, por outro lado, desapareceu.
Não fisicamente. Ele ainda estava ali, naquela casa enorme demais, fria demais. Mas f