Eu estava sentado na cadeira rígida do réu, ao lado de Luiza, que tremia de leve, mas mantinha o sorriso forçado. O meu advogado, Dr. Fontes, terminava sua argumentação inicial sobre a suposta "instabilidade" de Lara e o meu desejo de "proteger a moral" de Maya.
O juiz, um homem grisalho e austero, assentiu impaciente. Então, deu a palavra ao advogado de Lara, o Dr. Vicente.
Ele se levantou, e a energia na sala mudou. O Dr. Vicente não parecia um advogado; parecia um carrasco.
— Meritíssimo, a