O cheiro de antisséptico do hospital sufocava, mas era o grito histérico de Luiza que perfurava meus ouvidos. A cena da casa de Lara tinha se repetido no quarto de emergência, com Luiza encenando o pânico, amparada por mim. Os médicos cuidaram do ferimento superficial no braço dela, mas a ferida aberta era a desconfiança que eu tentava sufocar.
— Você viu o que ela fez, Lucas! Ela é louca! Eu vou processá-la! Vou arruinar a vida dela por essa agressão! — Luiza vociferava, os olhos injetados.
Eu