A sala de parto estava saturada de sangue, suor e mentiras desmoronadas. O choro fraco do recém-nascido, prematuro e vulnerável, não era o som de uma nova vida para Lucas; era o grito de sua liberdade.
Ele empurrou Marcos contra a parede, mas a raiva o paralisou. Ele não precisava de violência; a prova estava ali, nos olhos apavorados dos dois.
— Ele é o pai? — A voz de Lucas era um sussurro rouco, mas carregado de uma fúria controlada.
Marcos evitou o olhar, mas Luiza, exausta na maca, finalme