A água gelada escorria pelo meu rosto, me fazendo arfar de susto. Pisquei algumas vezes, tentando entender o que estava acontecendo, e então vi Bruna parada à minha frente, segurando o balde vazio e rindo.
— Sua piranha desgraçada. — Minha voz saiu carregada de raiva.
Ela gargalhou alto, um som cheio de escárnio, enquanto me olhava de cima com aquele ar de superioridade que sempre me irritou.
— Tu não tá em posição de falar nada, sua vagabunda. Tá gostando do tratamento que o meu homem tá te da