Capítulo 156
Quando o corpo responde antes da boca
A casa dormia em silêncio, banhada apenas pela luz baixa da cozinha.
Naia descia as escadas com os pés descalços, envolta apenas num roupão branco e leve. O cabelo ainda úmido caía pelas costas, os lábios entreabertos pela sede da madrugada e, talvez, por outra fome que ainda pulsava.
Chegou até a bancada de mármore e se abaixou para pegar a garrafa de água na prateleira inferior da geladeira. O roupão subiu um pouco, revelando a curva