O sábado começou diferente.
Maya percebeu assim que acordou — não por um pressentimento claro, mas por aquela sensação incômoda de que algo estava fora do lugar. O silêncio da casa parecia mais espesso, como se estivesse segurando a respiração.
Ela se levantou cedo, como de costume, e encontrou Dona Cida na cozinha, organizando o café.
— Bom dia — Maya disse.
— Bom dia — a mulher respondeu, mas havia um leve aperto na expressão dela. — O senhor Ferraz não saiu hoje.
Maya sentiu o corpo enrijece