Na manhã seguinte, a casa acordou em um estado estranho de calma.
Não era a tranquilidade comum, feita de rotina e silêncio controlado. Era outra coisa. Um cuidado invisível, quase tenso, como se cada pessoa ali estivesse tentando não pisar em um terreno recém-fraturado.
Maya percebeu isso antes mesmo de descer para a cozinha.
O quarto parecia menor. O ar, mais pesado. Ela se vestiu devagar, escolhendo uma roupa simples, neutra demais para quem, por dentro, sentia tudo longe de ser simples. Ao