ESMERALDA DEL CASTRO
Estou encolhida no chão frio, meus braços abraçando meu próprio corpo, como se assim pudesse me proteger de tudo isso. O cheiro da terra úmida impregna minha pele e meus cabelos, mas pouco me importa. Minhas lágrimas secaram, minha garganta dói de tanto chorar, e meu corpo, fraco, cedeu ao cansaço. Dormi sem querer, sem saber, só apaguei.
Acordo com a luz do dia filtrando por uma pequena abertura no alto da parede — uma janelinha redonda, cercada por grades enferrujadas