Me aproximo devagar da grade, como se estivesse pisando em cacos de vidro. Pego a marmita e a água. Sem talheres. Abro a tampa e o cheiro até que é bom, o que me surpreende. Meu estômago dá um nó de fome. Nem lembrava que estava faminta, mas bastou sentir o cheiro pra perceber o quanto preciso comer.
Como com as mãos mesmo, e sem consegui me conter choro. O gosto da comida se mistura ao gosto salgado do choro. E a cada garfada improvisada, a realidade me afunda ainda mais:
Estou presa.
Sozin