Erick
Renata ainda estava entre mim e a mesa.
A chuva batia contra os vidros, a cidade brilhava lá fora e, dentro de mim, tudo gritava para continuar.
A boca dela estava inchada do meu beijo. Os olhos, escuros, cheios daquele conflito que me perseguia havia dias: raiva e desejo, mágoa e saudade, medo e vontade. Renata me olhava como se eu fosse perigo, mas não recuava como antes.
E esse era o meu inferno.
Porque eu queria.
Queria aquela mulher com uma fome que não cabia mais no corpo. Queria a