Erick
A porta do meu apartamento nunca pareceu tão frágil quanto no momento em que Helena Monteiro a atravessou. Não houve pedido de desculpas, não houve hesitação. Apenas o som dos saltos batendo contra o piso de madeira, um ritmo que sempre significou controle, poder e, agora, uma invasão que eu não estava disposto a tolerar.
Renata estava na sala, lendo um dos meus relatórios de projeto, com aquela expressão serena que sempre acalmava o caos que minha vida se tornara. Quando os olhos dela e