Renata
O hospital tinha um tipo de silêncio que não acalmava.
Era branco demais. Limpo demais. Frio demais. Mesmo depois da médica dizer que eu e o bebê estávamos bem, meu corpo ainda parecia preso ao susto. Qualquer barulho no corredor me fazia virar o rosto. Qualquer passo mais apressado fazia minha mão correr para a barriga.
Eu estava sentada na cama, com uma manta sobre as pernas, quando a porta abriu devagar.
Erick entrou.
Dessa vez, não vinha com terno impecável nem expressão de homem ina