Acordo no dia seguinte com uma dor de cabeça insuportável. Saio de casa antes mesmo de Amélia acordar — não estou nem um pouco a fim de ter uma conversa daquelas logo pela manhã.
Chego à empresa de mau humor e vou direto para o meu escritório. Abro a agenda digital: hoje tenho uma reunião com um sócio e uma visita a um hotel no qual pretendo investir.
Os minutos passam, e Emma ainda não chegou. Ligo para a sala da Safira.
— Onde está a senhorita Emma? Diga para ela vir à minha sala — falo, sem paciência.
— Ela ainda não chegou, senhor William — responde Safira.
Encerro a ligação sem dizer mais nada.
Volto minha atenção ao trabalho até ouvir alguém bater à porta.
— Entre — digo.
— Desculpa, senhor William… eu me atrasei dez minutos por causa… — começo a ouvir, mas a interrompo.
— Eu odeio atrasos. Tenha responsabilidade com o seu trabalho. Se você não acha esse emprego importante, diga logo, que coloco outra pessoa no seu lugar — falo de forma grossa. — Agora saia e traga um café para