KATHERINE
A madrugada passou devagar.
O apartamento estava mergulhado em um silêncio profundo quando Katherine abriu os olhos pela primeira vez, ainda no meio da noite. A luz da cidade entrava pelas frestas das cortinas, projetando reflexos suaves nas paredes do quarto. Detroit nunca ficava completamente escura, sempre havia algum movimento distante, algum farol atravessando avenidas, alguma janela acesa em um prédio vizinho.
Ela ficou deitada por alguns minutos.
O corpo ainda pesado de sono.
A