KATHERINE
O vento mudou no meio da manhã.
Quando Katherine deixou o prédio, o céu ainda estava limpo, um azul aberto que refletia nas fachadas de vidro como uma superfície contínua. Mas conforme caminhava pelas primeiras quadras do centro, percebeu as nuvens surgindo no horizonte, massas claras que avançavam lentamente e suavizavam a luz do sol.
Detroit parecia diferente naquele dia.
Havia uma espécie de pausa no ritmo habitual, como se a cidade respirasse entre uma estação e outra. As árvores