O sábado amanheceu cinzento sobre a capital, com uma névoa densa que parecia abafar os sons da metrópole. Helena despertou sob o cobertor áspero da pensão, mas a sua mente ainda estava presa nos eventos da noite anterior. No limiar entre o sono e a vigília, ela ainda conseguia sentir a pressão fantasma das mãos de Eros Cavalcanti na sua cintura; o calor da palma dele contra o tecido do vestido azul parecia ter deixado uma marca invisível na sua pele, uma tatuagem de fogo e posse que nem o banh