O silêncio na Suíte Imperial era tão espesso que Helena conseguia ouvir o próprio sangue latejar nas têmporas. A porta do escritório lateral se fechara com um clique definitivo, um som que ecoou em sua mente como o bater de um martelo de juiz. Eros estava lá dentro, diante da luz azulada de um monitor, desvendando o segredo que ela carregara como uma cruz desde que fugira do Vale dos Cristais.
Helena não conseguia ficar deitada. O frescor do ar-condicionado, que antes era um alívio, agora pare