O carro de Eros parou diante da pensão de Dona Zilda com a precisão de um tanque de guerra invadindo um território estrangeiro. Para os moradores daquela rua humilde, a visão do sedã preto blindado já se tornara um evento, mas hoje havia algo diferente na atmosfera. Eros não esperou no carro. Ele desceu, a postura impecável e o rosto fechado, como se cada segundo passado naquele asfalto rachado fosse uma afronta à sua existência.
Helena o seguia, sentindo-se pequena. Ela ainda processava as cl