Tóxico
Depois que deixei elas trancadas no cofre, me afastei sem olhar pra trás. Desci as escadas com o coração batendo pesado e fui direto pro meu quarto. Abri o cofre de aço embutido na parede e puxei o colete à prova de balas, duas Glocks e o fuzil. Vesti o colete, encaixei as armas na cintura e segurei o fuzil com firmeza. A noite tinha acabado de começar.
Saí de casa com a postura de quem sabe que vai entrar numa guerra.
Os homens da brigada que estavam na porta até tentaram vir atrás de mim, mas mandei ficarem ali.
— Proteção do prédio. Ninguém sobe, ninguém desce. Se tentarem entrar aqui, é bala.
Eles assentiram na hora. Eu sabia que a Yakuza não ia chegar até ali tão fácil, mas se chegassem… iam conhecer o inferno.
Desci até a metade do território, onde o barulho de tiro já dominava tudo. O clarão dos disparos iluminava as vielas. Subi numa laje, engatilhei o fuzil e comecei a varrer o cenário.
Foi aí que vi o primeiro japonês tentando entrar num beco lateral. Não pensei. Um t