ANTONELLA
Eu tinha acabado de sair do banho, pronta para voltar para casa, quando ouvi a gritaria. O som ecoou pela mansão como se alguém estivesse tentando derrubar o portão. Apertei a toalha no corpo e caminhei rápido para o quarto.
Maksim estava de costas para mim, rádio na mão, a voz baixa e firme — o tom de um Don irritado.
E então a ouvi.
Uma mulher.
Gritando o nome dele como se tivesse algum direito.
Ordenando que os soldados deixassem ela entrar.
Exigindo que Maksim saísse imediatamente.
Antonella: Tem algo que você queira me contar? Porque parece muito… muito uma ex surtada.
Ele respirou fundo.
Maksim: Não. Eu não tenho outra mulher.
Vou resolver isso.
Se vista com calma.
Antonella: Se você não tem outra, por que diabos tem uma estranha berrando no seu portão? Pelo jeito ela está aqui embaixo, porque eu escuto até daqui.
Maksim: Antonella… deixa eu resolver essa confusão. Depois conversamos. Mas te garanto: não existe nenhuma mulher na minha vida além de você. Eu estive anos