MAKSIM
Eu deveria ter esmagado o rosto da Yelena ali mesmo, antes de ordenar que os soldados a retirassem.
Porque, se eu tivesse feito isso, ela teria sido arrastada de volta para a casa dela ou deixada sangrando no posto médico da brigada — e eu não estaria agora correndo atrás de Antonella mansão abaixo como um homem que perdeu completamente o controle.
Sim.
Eu, Maksim Volkov, Don da máfia russa, correndo atrás de uma mulher.
Mas se ela chegasse até a própria casa, eu sabia exatamente o que viria depois:
— porta batida na minha cara;
— silêncio mortal;
— e uma sentença definitiva dita entre dentes: “acabou, Maksim.”
E isso eu não permitiria.
Alcancei ela rápido e segurei seu braço — sem força, sem agressividade — apenas para impedir que ela fugisse de mim.
Ela se virou com os olhos cheios de raiva. E começou a bater no meu peito com força.
Eu recuei, deixando ela descontar.
Mas quando vi as lágrimas descendo, meu estômago afundou.
Eu enfrentei prisões, guerras de território, traiçõ