Narrado por Nikolai
Eu nunca acreditei naquele papo de “ver e saber”. Sempre achei coisa de velho bêbado nas festas da bratva. Mas quando eu vi a Polina naquela festa de boas-vindas do bebê Lev…
…alguma coisa no meu peito fez barulho.
Não sei explicar.
Só sei que aconteceu.
Ela estava com um vestido azul claro, segurando o recém-nascido com um cuidado tão natural que fez meu peito apertar.
E quando ela riu de alguma coisa que a Anya disse…
…eu juro que esqueci por alguns segundos que existiam outras pessoas na sala.
Então, quando eu a convidei para sair e ela disse “pode ser”, eu quase sorri igual idiota.
Quase.
Eu cheguei primeiro no restaurante. Um lugar reservado, pouca luz, paredes de pedra e lareira acesa — um dos meus favoritos. Fiquei na mesa no canto, de frente para a porta, como qualquer homem que cresceu num mundo onde confiar demais pode te matar.
Quando ela entrou…
…meu peito travou de novo.
Polina veio com um casaco escuro, o cabelo solto, maquiagem suave. Elegante sem es